Tudo começou com um monte de rabiscos desajeitados em um guardanapo de papel. Era uma tarde nublada, em meio a um enorme vendaval que se armava à nossa volta. Sentados em torno de uma mesa de padaria, o General Avena — ex-integrante do Alto Comando do Exército —, premido pela emoção, tentava articular suas ideias e nos convencer de que algo precisava ser feito pelo nosso Brasil. Era maio de 2022, e caminhávamos, passo a passo, para um fosso de discórdias: um diálogo entre surdos, uma disputa ideológica de soma zero, onde a nossa sociedade, mais uma vez, seria a grande perdedora. O General Avena era